quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

15 anos de SPFW




Ao longo dos últimos 15 anos, o São Paulo Fashion Week tornou-se muito mais que um evento.

Numa época em que poucos reconheciam o Brasil como uma referência em moda, design e lifestyle, o SPFW estabeleceu um calendário e consolidou-se como a força que hoje estrutura, movimenta e impulsiona a cultura de moda do Brasil. Desde sua primeira edição, atraiu aproximadamente dois milhões de pessoas ao Pavilhão da Bienal, em São Paulo.

A maioria conhece e percebe hoje o SPFW como a maior plataforma da América Latina para a divulgação do design e da criatividade brasileiros. Mas, o que pouca gente sabe, é a real dimensão e impacto que ele tem na cultura, na identidade e na economia do país.

Idealizado e produzido pela Luminosidade, o SPFW é o mais importante emblema de toda uma indústria – da fiação ao varejo, dos cursos universitários ao dream team de modelos revelado para o mundo – que reúne 30.000 empresas, movimenta R$ 50 bilhões ao ano e emprega quase dois milhões de brasileiros.

Com duas edições anuais, gera um grande fluxo de visitantes para a cidade de São Paulo, movimentando os segmentos de turismo, hotelaria, serviços, alimentação, transporte e varejo. A imprensa nacional e mundial também se mobiliza para assistir aos desfiles e fazer a cobertura de cada edição. Com isso, o SPFW tornou-se um case de comunicação e também de economia criativa, criando uma rede de conteúdo de alta qualidade e repercussão.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Converse - Modelo clássico que é tendência




A pergunta que não quer calar é: quem nunca teve um All Star na vida? O modelo clássico do tênis fabricado pela marca Converse surgiu em meados de 1917 e continua sendo um dos tênis mais vendidos da atualidade. Acompanhe a história da marca que nasceu, cresceu, popularizou e teve que renascer para continuar se mantendo um ícone no mercado lifestyle.
A popularização do tênis e o seu sucesso inquestionável se deve a uma característica única – o conforto e a peculiaridade de cada modelo. Isso porque há várias gerações das mais diversificadas tribos puderam se destacar seja pelo estilo, personalidade ou até mesmo pelo desgaste. Afinal, All Star surrado é sinônimo de conforto, não é mesmo?
Para quem não sabe, o All Star que hoje transita pelos mais variados tipos de estilo antigamente era ligado ao universo esportivo. Em 1923 surgia o modelo All Star Chuck Taylor, uma parceria da marca com o jogador americano de basquete Chuck Taylor. E foi desenvolvido uma linha exclusivamente para a prática do basquete, pois até então não existiam calçados especializados para a prática deste esporte.



O sucesso continua e nos anos 50 e 60, estrelas de cinema e do rock adotam o All Star. James Dean não saía jamais sem os seus durante a filmagem de “A Fúria da vida”. Bruce Springsteen, Graham Nash e Eddie Van Halen eram vistos utilizando os modelos em seus shows. Até 1955, cerca de 100 milhões de espectadores assistiam aos jogos da NBA e o Converse All Star Chuck Taylor tornara-se o calçado número 1 na América. Na década de 60, Hollywood se encanta e utiliza cada vez mais seus produtos no cinema. A distância entre os mundos do esporte e da moda começa a se apagar. Outras marcas iniciaram o desenvolvimento de calçados com tecnologia mais avançada e em materiais mais adequados ao basquete. A empresa responde a esta demanda agregando cores e materiais como o couro; e lançando em 1966 a versão cano curto (conhecida como Oxford) e em cores variadas. É o começo de uma nova história. O ALL STAR firmou seu espaço nos anos 70, quando ganhou definitivamente os pés do rock n´roll. Apesar disso, o tênis sentiu a ameaça de perder seu lugar estrelado frente ao crescimento de marcas como Nike, Reebok, Puma e Adidas. Mas, ainda assim seguiu sua trajetória impulsionada pelo Lifestyle”, segundo o blog Mundo das Marcas.
O frisson se deu na década de 80 quando alguns novos modelos de All Star foram relançados. O modelo clássico surgiu em uma versão 3 em 1, por meio de um zíper que era ligado a parte de cima, e nesta época também surge o modelo lançado em couro, o All Star 2000. O que ajudou a empulsionar a febre foi o vocalista do Nirvana, Kurt Cobain e os integrantes da banda Ramones serem algumas das celebridades da época a aderirem a moda.




E apesar do seu sucesso desde o dia do lançamento, em 2001 a Converse sofreu um endividamento e acabou indo a falência, o que prejudicou muito as vendas e o conceito que a marca representava no mercado até então. Dois anos depois, em 2003, a empresa foi comprada pela Nike.
E ainda de acordo o blog Mundo das Marcas “nos anos seguintes, aos poucos a marca All Star foi reconquistando ex-clientes e outras várias gerações. Outro fator importante para a marca voltar a ganhar força no mercado foi a distribuição. Rede seletiva para distribuir o produto, valor agregada à marca e a comunicação, além de trabalhar com formadores de opinião. Rapidamente o produto voltou a se tornar um básico, um ícone de juventude descolada e moderna.”
O modelo clássico ao longo dos anos foi ganhando novas formas, padrões e estilos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Chemise



Toda tradição e qualidade da camisaria Dudalina agora também está disponível para mulheres. A marca, uma das maiores do segmento na América Latina, lança sua linha feminina, que mantém o rigoroso padrão de qualidade de produção, escolha de tecidos e acabamento.

Turbantes!



Depois de aparecer em cabeças famosas como a de Beyoncé, Kate Moss e Salma Hayec, os turbantes invadiram as passarelas, como vimos no Minas Trend Preview – não só no desfile da Neon, mas também nos looks de Fause Haten e Camila Klein.

O turbante é um típico símbolo étnico de algumas culturas orientais da Ásia, África e também da Bahia. O acessório destaca o pescoço e também pode ser usado como faixa, mas sem volume exagerado.

Além de super originais, são ótimos para aquele dia no qual o cabelo não está tão bonito, o famoso “bad hair day”. São práticos e deixam qualquer look básico mais sofisticado. O turbante pode compor um visual mais casual, pode ser usado em uma festa ou até mesmo na praia – tudo depende do lenço escolhido.

Não se sabe ao certo qual é a origem do turbante, mas ele já era usado no Oriente bem antes do surgimento do islamismo. Existem inúmeras formas de amarrações, cada uma pode passar uma mensagem diferente – pode indicar a classe social, a tribo e até mesmo o humor! No Oriente Médio um turbante pode ter até 45 metros de extensão.

sábado, 16 de outubro de 2010

Adar Tecidos apresenta o Inverno 2011 para a moda masculina



Do clássico ao militar, homens ganham uma coleção sofisticada e com toque urbano em tecidos e texturas diferenciados

O Inverno 2011 para a moda masculina da Adar Tecidos aparece marcado por inspirações em estilos diferenciados, mas que abrangem um universo de homens que cada vez mais se importam em usar roupas de maneira elegante e antenada com as tendências fashion.

A nova coleção é baseada em três linhas específicas que abordam toda a diversidade de cada estilo. Uma releitura dos anos 50 com uma modelagem mais slim marca a linha Clássica. O destaque vai para os looks monocromáticos, que ressaltam a elegância masculina sempre renovada.

A camisaria aparece com linhas e xadrezes e também com cores tradicionais, como o branco e preto, além de tons escuros, que se equilibram perfeitamente e com muito charme em tecidos como Tricoline Fio Tinto Newport 100% algodão fio 80/1, tricolines lisas como a Tricoline Sagres 80/1 e a Tricoline Orly 50/1 e a tricolines maquinetas como a Tricoline Classic Line.

Segundo Sandra Falci, gerente de marketing de produto da ADAR TECIDOS, looks tonados e composês também marcam esta linha. “A modelagem da camisaria está clássica, então o diferencial fica por conta dos composés de padronagens, tais como xadrezes com listrados, ou das cores da camisa combinando com o terno e a gravata formando um look monocromático”.

As referências dos uniformes militares – marinha, exército ou aeronáutica – invadem com muita força o Inverno 2011. A linha Militar apresenta looks mais urbanos, perfeitos para homens que gostam de peças casuais e com estilo marcante. Os casacos ganham detalhes com o uso de botões e aviamentos.

“Esta é uma linha que os homens se identificam muito. O destaque para o estilo militar fica por conta da utilização do falso couro em peças inusitadas, além de recortes e mistura de matérias primas”, aponta Sandra.

Cores como o marrom, camel e azul aparecem com muita força nas parkas, duffles e calças, produzidas com sarjas como a Sarja Ravenna e a Sarja Ferrara, tricolines como a Graham, tecidos resinados e falsos couros e tecidos sintéticos e water proof, como os tecnosporte e tecnosporte crossing.

A Adar Tecidos também aposta na linha New Work, caracterizada por roupas profissionais traduzidas para o dia-a-dia. A inspiração vem nas formas, matérias e acessórios do vestuário profissional. De acordo com Orlando Brandão, gestor de produto do segmento masculino da Adar Tecidos, cores lavadas, cinza, damasco e mogno são alguns dos destaques, além de tecidos com tons mesclados, manchados e com aspecto de sujeira, como graxa e carvão.

Nesta linha, o mix de materiais é ainda maior. Tecidos como o Ascot Fio Tinto Bottom, listras que lembram a alfaiataria clássica, tecidos resinados, veludos, indigos, tricolines como a Tricoline Fio Tinto Itália Easetex, Tricoline Fio Tinto Le Mans, que tem poliamida na composição, ganham formas e estruturas diferenciadas em calças, jaquetas, casacos e coletes.


Havaianas e Issa se unem para criar modelos exclusivos de sandálias



Havaianas lança sandálias criadas pela estilista Daniella Helayel, proprietária da conceituada marca de moda feminina, Issa. Fundada em Londres a marca é como uma combinação perfeita para Havaianas. Uma parceria que mistura conforto com charme e sofisticação de duas referências do mundo da moda.

Seguindo o estilo autoral e moderno da estilista, as sandálias não poderiam ser diferentes. Com tiras finas vem em 3 estampas – de coração, mini coração e bolinhas – e com um mix de cores variados – vermelho com branco, preto com pink, azul marinho com branco, vermelho com azul e preto com amarelo – detalhes que confirmam a autenticidade da parceria.


A edição especial será lançada no dia 18 de outubro, em um coquetel no Espaço Havaianas, em São Paulo. Uma ambientação que remete as estampas receberá os convidados do evento que contará com a presença de Daniella Helayel.

As sandálias estarão à venda no Espaço Havaianas e nas franquias da marca.

Sobre a Issa:

Idealizada pela estilista nascida em Niterói Daniella Helayel, a marca de moda feminina Issa foi fundada em 2001. Com sede em Londres, a grife já conquistou celebridades que vão desde Madonna à Paris Hilton e Nicole Ritchie. Antes de estabelecer a Issa, Daniella trabalhava em Nova York como consultora e compradora de moda para diversas empresas brasileiras do setor fashion. No desenvolver de sua carreira, Daniella notou que havia uma falta no mercado de vestidos que pudessem ser usados tanto durante o dia quanto à noite e foi isso que a motivou a criar a Issa. Suas roupas são luxuosas, práticas e atuais. Além do material agradável ao toque, destacam-se também as estampas únicas e desenvolvidas com cuidado. Aqui no Brasil, as criações de Daniella são vendidas na NK Store.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Rede de perfumarias promove promove semana Yves Saint Laurent

A rede de perfumarias Opaque Parfums & Cosmétiques promove, em suas lojas dos shoppings Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Center Norte, a semana Yves Saint Laurent até 22 de agosto.

Neste período, especialistas da marca francesa realizarão consultoria de maquiagem personalizada e os clientes que comprarem dois produtos da marca ainda ganharão um kit de pincéis exclusivos.

Serviço
Opaque Shopping Pátio Paulista: (11) 3287-1148
Opaque Shopping Pátio Higienópolis: (11) 3826-9242
Opaque Center Norte: (11) 2252 2183
SAC: opaque@opaque.com.br

Legging

É a peça mais democrática, atual e versátil que alguem pode ter no armário.

Peça coringa: A legging surgiu nos anos 80 no embalo de filmes como Flash Dance, que trouxeram roupas de ginástica para o dia a dia. Nessa época virou uniforme de roqueiros, homens e mulheres. Esta peça, além de linda, te dá a chance de montar looks que vão do casual ao sofisticado. Perfeita para o fim do inverno, já que não está tão quente nem tão frio.

Aproveite, pois a peça pode ser encontrada em diversas lojas com preços para todos os bolsos

terça-feira, 27 de julho de 2010

Aprenda a usar cachecol de diferentes maneiras neste inverno

Homens usando cachecol começaram a ser mais notados aqui no Brasil há pelo menos duas estações. Muito usado na Europa, tanto no inverno, quanto no verão, o acessório pode conferir um ar elegante e tradicional ou mais moderno. Hora H desta semana dá dicas de como combinar esta peça e ensina as diferentes formas de enrolá-lo.

A palavra cachecol é de origem francesa: "cacher" significa esconder ou ocultar; e "col", colo ou pescoço. Segundo a história, ele surgiu em Roma no século I a.C. Nos dias mais quentes, os soldados romanos usavam, com o intuito de se refrescar, um pano molhado chamado "focale", que ficava amarrado ao pescoço.

Para os que ainda acham que cachecol é uma peça feminina, saibam que até o século 19 ele só foi usado por homens. Então, vale deixar o preconceito de lado e começar a usá-lo para variar um pouco seu guarda-roupa.
O cachecol é um acessório de inverno feito de tecidos mais encorpados como lã ou tricô, estreito e longo, com ou sem franjas nas pontas. As versões em tecidos mais leves, como algodão e seda, são conhecidos por echarpes e são boas opções para o verão ou para quando não estiver muito frio.

Os homens mais formais podem optar por um cachecol liso, de cores sóbrias, com ou sem franjas. Para calcular o comprimento ideal da peça, para quem tem menos de 1,70m, coloque-o sobre o pescoço: as pontas têm de ficar um pouco para cima da cintura. Para os mais altos, estão liberados os modelos mais longos.

Existem várias formas de enrolar um cachecol, desde as mais simples, colocados apenas sobre os ombros com as pontas caídas ao longo do corpo, até maneiras um pouco mais complexas, com diferentes tipos de nós.
O que define na hora de escolher a amarração é o tipo de pescoço. Homens de pescoço curto devem optar por modelos mais estreitos e evitar os de tecidos muito grossos, dando voltas sobre o ombro.

Os mais jovens podem escolher entre modelos maiores e mais coloridos, principalmente os listrados e xadrezes, que estão em alta neste inverno. Em visuais casuais, os cachecóis podem ser combinados com jeans e camisetas de manga longa ou sobreposição de camiseta de manga curta sobre camiseta de manga longa; jeans e casaco, jaqueta de couro, pulôver, jeans e blazer, entre outras possibilidades.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

'Graças a jogadores de futebol, homens mudaram o jeito de ver a moda', diz estilista da Dolce & Gabbana

Muito do que se fantasia hoje sobre o estilo italiano vem de raízes bem precisas. Como nas grifes mais famosas da Itália, o segredo da moda está em sobrenomes de peso. Dolce e Gabbana, dos italianos Domenico, 51 e Stefano, 48, estão no primeiríssimo time da moda internacional. Os dois estilistas são responsáveis por criar um aspecto contemporâneo do “italian way” de ser: inspiração na doce vida, no bem estar, no aproveitar momentos de glamour, na atenção à qualidade em cada detalhe, no luxo que não tem vergonha de assumir seu preço e beleza.


Os estilistas Stefano Gabbana e Domenico Dolce

FOTOS: VEJA MOMENTOS DA CARREIRA DA DUPLA DOLCE & GABBANA
O estilo italiano da Dolce & Gabbana virou um ícone do empresário-e-buon-vivant. Jovens usam calças bem cortadas, camisas estreitas, bermudas de alfaiataria e looks mais coloridos (muito branco, azul) e ganham ar de homem sofisticado (e rico). O homem da marca é ativo, que se cuida, faz esporte, gosta de viajar e não tem problemas em investir (muito) para se vestir, comer bem e circular em rotas jet-setters.

A dupla de estilistas celebrou, na última semana de moda masculina de Milão, os 20 anos da coleção Homem da Dolce & Gabbana. Foi em 1990 que apresentaram o primeiro desfile em Nova York e abriram um show room na cidade.

A comemoração do aniversário pontuou uma série de eventos para um público selecionadíssimo em Milão, como a festa no Palazzo Marino, com show da cantora Annie Lennox e presença de celebridades que usam a marca, como a atriz Monica Bellucci e a modelo Eva Herzigova. Paralelamente, a dupla também celebra a força da segunda marca, a D&G. Mais acessível comercialmente e um espaço para experimentações mais datadas dos estilistas, a D&G é símbolo de desejo dos jovens italianos, que têm acesso à marca pelo caminho mais pop.


Modelos provam óculos em backstage do desfile masculino da D&G, em junho deste ano, em Milão

A dupla Domenico Dolce e Stefano Gabbana concedeu entrevista exclusiva ao UOL Estilo, em Milão. Na coversa, falaram da moda na Itália, do aniversário da marca e de futebol.


UOL Estilo: O mito do estilo italiano existe há muitos anos. Como vocês definiriam, na contemporaneidade, esse estilo?
Domenico Dolce: O adjetivo “italiano” hoje já passa a mensagem imediatamente. O estilo italiano é considerado, desde sempre, um sinônimo de elegância autêntica, de tradição na alfaiataria, sensualidade nos cortes e nas formas, de um leve requinte.
Stefano Gabbana: E pesquisa de matéria-prima de qualidade superior, mas não só isso. O estilo italiano não é só um método de se vestir e costurar, é um estilo de vida que deseja coisas belas. É ter o prazer de conceder, a nós mesmos, coisas que amamos.

O que significa para vocês fazer parte do sistema “Made in Italy” (Fabricado na Itália, em inglês)? Já chegaram a escolher um modo mais globalizado de trabalhar, produzindo em outros países?
SG: Antes de tudo, fazer parte do “Made in Italy” é um motivo de orgulho. Produzir na Itália significa buscar uma qualidade elevada, garantia de um produto feito como se deve e com alto nível de artesanato.
DD: Para nós, a globalização de hoje não deve tirar nada, só adicionar. Se decidimos produzir algumas peças fora daqui é porque descobrimos, por exemplo, algum pequeno fornecedor no exterior que é capaz de nos garantir a mesma qualidade.

Por que vocês escolheram o quadro impressionista “Almoço na Relva” de Édouard Manet como uma inspiração para a última coleção masculina da D&G? Uma vontade de voltar à natureza?
SG: Sim, mas não é só isso. Tínhamos vontade de recuperar a sensação daqueles dias despretensiosos, sem muita coisa na cabeça, que normalmente se passa no meio da natureza com os próprios amigos. Aquela felicidade relaxada que você só sente quando está entre as pessoas e as coisas que ama de verdade. O quadro de Manet nos dava exatamente essa sensação.

A colaboração de vocês com o mundo do esporte é frequente, principalmente com o futebol. Por que é importante para vocês ter essa ligação?
DD: Porque acreditamos que os esportistas são os novos ícones de estilo hoje. É principalmente graças aos esportistas e, em especial, aos jogadores de futebol, que os homens mudaram o jeito de ver a moda. Com o nosso livro “Cálcio” [“Futebol”, publicado em 2004], mostramos uma visão do que é considerado atlético, de como é um homem que cuida de si e da própria imagem.
SG: Falamos de homens que entenderam que, na sociedade de hoje, para vencer, é importante também ter uma imagem vencedora.

O momento de agora é muito significativo para vocês: a marca D&G, a cada desfile, ganha uma identidade mais forte. Paralelamente, há a celebração dos 20 anos de Dolce & Gabbana masculino. O que representa para viver essas duas estradas que fazem parte de uma mesma realidade?
SG: É realmente um momento muito importante para nós, que vivemos essa fase como uma meta, mas também como um novo começo.
DD: As marcas Dolce & Gabbana e D&G, mesmo tendo duas imagens e duas linguagens diferentes e tendo seguido percursos diferentes, são para nós duas faces da mesma moeda, que crescem e se envolvem com nossas vidas. Definimos as coleções Dolce & Gabbana como expressão de um sonho, da alfaiataria em um nível máximo, um novo conceito de luxo. Já a D&G representa uma forte ligação com tudo o que acontece no agora, tem um espírito mais anticonformista, que não segue regras pré-definidas.
SG: É muito interessante ver que, nesses anos, a D&G evoluiu tanto. Mostra exatamente o que queríamos no início. As coleções representam sempre o modo como nos sentimos em um determinado momento, as sensações que experimentamos e as influências que recebemos de fora.